Um lapso técnico, dizem. Uma coisinha sem importância, resolvida com uma segunda declaração ao fisco, como quem corrige um número mal escrito num papel qualquer. Nada de especial. Só o primeiro-ministro, só uma empresa familiar, só um circuito de faturação que afinal precisava de um “acerto”. Coisas pequenas, daquelas que acontecem a qualquer cidadão distraído.
Durante anos falou-se da Spinumviva, mas claro, era só ruído. Gente a implicar, a desconfiar, a fazer perguntas incómodas. Agora percebe-se: afinal era tudo simples. Tão simples que exigiu investigações, procuradores, manchetes e um país inteiro a olhar. Um exagero pegado, como sempre.
E há até quem mereça aplauso. O trabalho intenso, a persistência, o escrutínio. Para quê tudo isso, se bastava um formulário corrigido e uma caneta firme? Quase dá pena. Tanto esforço para chegar à conclusão de que, no fundo, não era nada.
Fica a lição. Em Portugal, quando se trata de poder, os problemas encolhem. Tornam-se “coisitas”. Já para o cidadão comum, um erro desses não é distração, é multa, é juros, é aperto. Mas isso são detalhes. O importante é manter a serenidade: confiar que tudo se resolve com calma, especialmente quando se está no topo.
No fim, respira-se de alívio. Afinal, era só isto. Um país inteiro inquieto por uma coisinha de nada. Ai Amadeu já te podes reformar
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