A opção do Governo para subconcessionar a CP não é uma reforma , é uma fuga para a frente. Em vez de apresentar estudos, números ou um modelo claro, o ministro responde com slogans e ataques, como se o escrutínio fosse um incómodo e não uma obrigação democrática. A chamada “subconcessão” funciona como privatização disfarçada: entrega linhas públicas a privados sem garantir que o serviço melhora, sem explicar quanto custará ao país e sem demonstrar que a CP não poderia operar essas linhas com os meios certos. É uma decisão ideológica, tomada sem transparência, que arrisca fragilizar a empresa pública e pesar ainda mais sobre os contribuintes.
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