Há conversas que não se aprendem nos livros.
Aprendem-se à mesa,
num copo servido devagar,
entre silêncios, memórias e gargalhadas antigas.
Os amigos chegam
com o peso dos anos
e a leveza rara
de quem ainda sabe escutar.
Um traz as histórias.
Outro traz os sonhos pintados de impossível.
E nós ficamos ali,
a aprender sem dar por isso.
Porque envelhecer também pode ser isto:
continuar curioso perante a vida,
continuar humano,
continuar amigo.
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