Para muitos será apenas um saco de arroz e não fará nenhum sentido esta conversa . Para mim é outra coisa. É uma ligação viva à família Carriço, via prima Zulmira que muito me apoiou quando eu mais precisava , a minha infância, à Leirosa, ao Convento de Seiça. É o cheiro da terra, do arroz , do descasque dos tratores, os primeiros momentos ao volante, a feira de Seiça, os verões que ficaram dentro de mim e que não podiam ter sido de outra maneira.
Foi-me dado ontem pela Dacilde, uma das Carriço desses tempos. Não foi uma oferta. Foi memória. Foi história. Foi um pedaço de vida que voltou às mãos certas.
E chegou num dia com peso. Os 80 anos do meu primo e padrinho, Henrique Carriço. Como se tudo fizesse sentido ao mesmo tempo.
É só uma história que para muitos é mais uma sem interesse , mas para mim é história , agradecimento e para memória futura
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