Coimbra precisa de espaços onde se possa estar, ler, pensar, conversar, beber um copo em companhia. Espaços onde a arte acontece de verdade. Onde há teatro, música, apresentações de livros, pintura, artistas no geral, coros, gente viva.
Alguns chamam-lhes espaços alternativos, como se isso fosse um rótulo menor. Não é. É um estigma. Estes espaços são plurais, abertos, diferentes. São necessários.
Há quem diga que em Coimbra não se passa nada. A pergunta é simples. Quantas vezes foram a sítios como A Fábrica. Quantas vezes saíram do conforto da queixa para a curiosidade de participar.
Uma cidade que não valoriza a arte e os artistas empobrece. Empobrece culturalmente, socialmente e politicamente. A cidade, a sociedade e os autarcas deviam olhar com mais atenção e mais respeito para quem cria, para quem arrisca, para quem constrói estes lugares contra a indiferença.
A Fábrica é um desses lugares. Um espaço de encontro, de pensamento, de liberdade. Hoje há Vegan Market. Há vida. Há pessoas. Há cultura.
Parabéns, Elia. E parabéns a quem faz acontecer quando tantos preferem dizer que não acontece nada.
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