O romance Memória de Elefante de António Lobo Antunes é um livro muito marcado pela memória da guerra, pela solidão e pela sensação de desencontro com a vida. O protagonista é um psiquiatra que passa um dia em Lisboa enquanto revisita lembranças, frustrações e o desgaste .
A memória como peso
O livro a memória não é uma virtude. É quase uma ferida permanente. O personagem recorda a guerra colonial, relações falhadas e a sensação de que o passado nunca passa.A solidão urbanaLisboa aparece como uma cidade cheia de gente mas emocionalmente vazia. As pessoas cruzam-se sem verdadeiramente se encontrarem.
O desencanto com a vida adulta
O protagonista olha para a sua própria vida com ironia e amargura. A profissão, o casamento falhado e a rotina parecem não trazer sentido.
A marca da guerra colonial
A experiência em Angola atravessa o livro. Não aparece apenas como memória histórica mas como trauma psicológico que continua dentro dele.
Algumas frases curtas que refletem o tom do livro
Há dias em que a vida parece uma sala de espera sem porta de saída
A memória regressa sempre quando pensamos que finalmente nos deixou em paz.
Lisboa continuava a girar indiferente à tristeza dos homens .As pessoas vivem rodeadas de ruído para não ouvirem aquilo que lhes vai por dentroÉ um livro muito cru e muito honesto. Mostra um país cansado e uma geração marcada pela guerra e pela desilusão.
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